Finalmente, o primeiro material do livro! Desculpem o atraso! Espero que gostem, mas independente da opinião COMENTEM! E até semana que vem com a postagem do Capítulo Um!
STARK – A Deusa da Destruição
1. Os Escolhidos
Autor: Guilherme Vieira Souza
Prólogo
A Decisão dos Oráculos
AS TRÊS FIGURAS ENCAPUZADAS entraram silenciosamente na sala e se sentaram em volta da mesa redonda, de cor preta, feita da pedra mais resistente do mundo e completamente preenchida por símbolos magicamente entalhados pelos deuses. Removeram os capuzes e, de repente, a sala se iluminou quando as tochas presas na parede se acenderam.
- Você e seus truques... – resmungou desdenhosamente o indivíduo de olhar sério que expelia vapor ao respirar. Seu cabelo prateado estava perfeitamente penteado e sua pele era assustadoramente branca e possuía leves manchas arroxeadas e esverdeadas como se tivesse sido exposta a um frio mortal.
- Você adora meus truques, Gélido – retrucou, rindo, o homem ruivo sentado de maneira desajeitada a sua frente. Era o exato oposto do amigo. A pele castigada tinha o aspecto de quem trabalha sob um sol ardido num calor escaldante. Ele não se preocupava com a aparência, como podia se notar pela barba desgrenhada, os cabelos emaranhados e sebosos e a veste vermelho-escura amassada, remendada e puída. Ele era Vulcan, o Oráculo do Fogo.
- Incrível. Vocês não conseguem parar de se provocar mesmo quando o destino do Universo está em jogo. Eu realmente não entendo os homens! – exclamou a belíssima e delicada mulher loira distribuindo olhares de reprovação para os dois homens sentados a sua volta. – Na verdade, eu não entendo como vocês dois podem estar tão calmos diante da situação em que nos encontramos.
- Eu não estou calmo. É claro que eu não estou calmo! – respondeu, sério, o homem grisalho apelidado de Gélido e cujo verdadeiro nome era Frost, detentor do título e cargo vitalício de Oráculo do Gelo. Frost sempre fora o mais introspectivo e reservado dos Oráculos, nunca se sabia com certeza o que ele estava pensando.
- E eu tomei um barril de cerveja e me envolvi numa briga de bar – explicou Vulcan, sorridente, dando um soco na mesa. Então olhou comovido para Vera – ela estava chorando.
- Desculpem-me. Eu não consigo controlar. É que é tão difícil aceitar o que estamos dispostos a autorizar... – Enquanto ela falava, as lágrimas que escorriam pelo seu rosto pingaram na mesa fazendo com que os símbolos nela entalhados emanassem um brilho azul neon. Sua voz angelical estava trêmula e ela se esforçou para voltar a falar. Enxugou as lágrimas com as costas das mãos, pigarreou, respirou fundo e continuou: - Não é justo colocarmos esse fardo nas costas de crianças! Eu sei o que está escrito na Profecia, mas deve haver outro jeito de...
Frost a interrompeu: - Esse é o ponto, não há. Não se quisermos impedi-lo. – Os três olharam para o lugar vazio oposto ao de Vera; a última vez em que tiveram que tomar uma decisão tão difícil também envolvera seu ocupante. - Não se trata do que é justo e sim do que é necessário! Ele era o mais esperto, o mais poderoso e o mais ambicioso de nós quatro. Era mera questão de tempo até que ele escapasse de Celestius e agora ele vai eliminar qualquer obstáculo que se oponha a realização de seu plano. – Frost se levantou, apoiando as mãos sobre a mesa e mantendo contato visual fixo com Vera. - Vamos mandar logo o mensageiro!
- Sente-se, por favor, Gélido. Pelas regras do Conselho ainda precisamos de uma votação – alertou Vulcan, saindo temporariamente do seu estado de embriaguez. – Mantenham uma de suas mãos pressionadas na mesa sobre o respectivo símbolo de seu elemento, respondam “sim” ou “não”, para aprovar ou negar se devemos seguir a Profecia. O Oráculo do elemento Terra deve começar.
- Sim – respondeu Vera, em voz alta, imediatamente após Vulcan terminar a explicação. Um filete de lágrima apareceu em seu rosto logo depois. Todos os símbolos do elemento Terra brilharam.
Na ordem, o Oráculo do elemento Ar seria o próximo. Como ele estava banido foi a vez de Frost que respondeu afirmativamente. Os símbolos da água também se acenderam com a luz azul neon. Quando Vulcan disse sim a mesa inteira se iluminou.
- Moção aprovada – ele anunciou e o brilho da mesa se apagou. – Preciso voltar para o bar.
- (Mande o mensageiro!) – disse Frost, conversando telepaticamente com um dos guardiões do Templo de STARK.
- Boa sorte, crianças – murmurou Vera, angustiada, fechando os olhos.
4 comentários:
Que orgulho de você!!!! Bem visual seu texto, muito bem escrito, parabéns! Fiquei curiosa e espero que você cumpra com a promessa de postar um capítulo por domingo. Então, até dia 05! Divulgue seu blog, viu?
Ei, você não cumpriu a promessa, cadê o segundo capítulo????
Olá, Ana Luiza. desculpa, deu preguiça de continuar!!! heheheh... brincadeira!!! é q ainda tenho q fazer umas revisões nos textos, por isso esse hiato na continuação da história. e agora tô atolado de trabalhos da facul, então só depois. vou marcar a data da retomada para o dia 3 de julho e em compensação postarei dois capítulos por semana até a situação se normalizar.
Ah, sim, então está perdoado. Continua então com a facul? Muito bom! Só li a Ilíada, a prova da Odisseia vai na sorte mesmo. Até!
Postar um comentário